Revista Poder

Lula diz que Petrobras está perto de concluir avaliação sobre petróleo na Margem Equatorial

Foto: Reprodução/CEZAR FERNANDES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que falta pouco para a Petrobras concluir as análises sobre o potencial de petróleo e gás na Margem Equatorial brasileira. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal do Amazonas, em Manaus.

Segundo Lula, a estatal atua com responsabilidade técnica e ambiental nas pesquisas conduzidas na região, considerada uma das principais apostas do setor energético brasileiro para os próximos anos.

“Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas profundas. Portanto, nós estamos tranquilos com relação à possibilidade”, afirmou o presidente.

Margem Equatorial é vista como novo polo estratégico

A expectativa do governo federal e do Ministério de Minas e Energia é que a Margem Equatorial possa se consolidar como um novo pré-sal brasileiro.

As estimativas divulgadas anteriormente apontam potencial de pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo na região, segundo dados citados pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além disso, Lula destacou que uma eventual exploração poderia impulsionar o desenvolvimento econômico da Região Norte de maneira mais ampla, e não apenas do Amapá, estado que concentra parte das discussões sobre o tema.

Governo anuncia novos poços em Urucu

Durante a entrevista, o presidente também afirmou que a Petrobras retomará atividades em áreas que haviam sido deixadas de lado nos últimos anos.

Entre elas está Urucu, importante polo petrolífero localizado na Bacia do Solimões, no interior da Amazônia.

“Vamos fazer 18 novos poços ali para ver se a gente consegue encontrar mais coisa. Voltaremos a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não vamos perder tempo”, declarou Lula.

O movimento reforça a estratégia do governo de ampliar a exploração energética nacional em diferentes regiões do país, enquanto o debate ambiental em torno da expansão petrolífera segue no centro das discussões.

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