G7 cobra ação de big techs para ampliar proteção de crianças e adolescentes na internet

Declaração conjunta reúne apoio de países convidados, incluindo o Brasil, em defesa de ambientes digitais adequados à idade

Cúpula do G7 em Evián, na França (Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters)

As principais economias do mundo intensificaram a pressão sobre as empresas de tecnologia para que adotem mecanismos capazes de ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A cobrança foi formalizada nesta quarta-feira (17), ao fim da cúpula do G7 realizada em Evian, na França, e contou com o apoio de países convidados, entre eles o Brasil.

Em declaração conjunta, os líderes defenderam que plataformas e provedores de serviços digitais desenvolvam e implementem tecnologias que garantam experiências mais seguras, protegidas e compatíveis com a faixa etária dos usuários. A iniciativa surge em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e às crescentes preocupações sobre os efeitos das redes sociais e de conteúdos inadequados para o público infantojuvenil.

O encontro reuniu representantes das sete maiores economias industrializadas do planeta, além de chefes de Estado convidados e executivos do setor de inteligência artificial da América do Norte, Europa e Ásia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou das discussões como convidado, acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

Entre os países do grupo, cresce o movimento em defesa de regras mais rígidas para o acesso de menores às plataformas digitais. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, já manifestou apoio à possibilidade de restringir o uso de redes sociais por adolescentes com menos de 16 anos, enquanto a França avalia medidas semelhantes.

A proteção de crianças no ambiente virtual também ganhou destaque nas manifestações da primeira-dama brasileira, que defendeu a construção de um pacto internacional voltado à regulamentação do tema.

Apesar do consenso sobre a necessidade de ampliar a segurança digital, persistem divergências entre os países em relação à tributação e ao modelo de regulação das empresas de tecnologia. A inteligência artificial esteve entre os temas centrais da cúpula, que também discutiu segurança energética, minerais estratégicos, combate ao narcotráfico e conflitos internacionais.