A Sistema Nova Ambiental tornou-se um dos principais alvos da CPI dos Lixões e do Descarte de Materiais Contaminantes, que busca esclarecer divergências apontadas em documentos analisados pela comissão.
Em audiência realizada pelos deputados, o presidente da CPI, Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT), afirmou que informações da CETESB indicam diferenças entre a quantidade de resíduos recebida pela empresa e os volumes que possuem comprovação de tratamento ou destinação em locais autorizados.
Segundo ele, os números levantados pela comissão apontam para uma discrepância que pode ultrapassar 500 mil toneladas.
Diante dos dados apresentados, a principal indagação feita pelos parlamentares é sobre o destino efetivo desses resíduos.
O deputado afirmou que parte dos materiais recebidos pela empresa ainda não está associada a registros que demonstrem sua destinação final, o que levou a CPI a solicitar novos esclarecimentos técnicos à CETESB.
Pontos sob investigação
A comissão busca saber se a empresa recebeu quantidades superiores às autorizadas, se houve fiscalização presencial por parte dos órgãos responsáveis e se existem documentos que comprovem o tratamento e a destinação de todos os resíduos.
Também são analisadas possíveis divergências entre os registros de entrada e saída dos materiais e a realização de auditorias para validar as informações apresentadas.
Riscos ambientais
Para os parlamentares, a rastreabilidade é fundamental em atividades que envolvem resíduos industriais e de serviços de saúde. Eventuais falhas podem representar riscos de contaminação ambiental e prejuízos à saúde da população.
Respostas aguardadas
A CPI também pretende avaliar se os mecanismos de controle adotados pela CETESB foram suficientes para assegurar o cumprimento da legislação.
A reportagem procurou a Sistema Nova Ambiental e a CETESB, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto.