A percepção dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal varia de acordo com a área analisada, mas o controle das contas públicas e o enfrentamento da inflação aparecem entre os principais pontos de insatisfação da população. É o que revela pesquisa divulgada nesta terça-feira (23) pelo Ipsos-Ipec, que avaliou a atuação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em nove setores.
Segundo o levantamento, a condução das políticas relacionadas aos gastos públicos recebeu a pior avaliação entre os temas pesquisados. Para 51% dos entrevistados, o trabalho desenvolvido pelo governo nessa área é considerado ruim ou péssimo. Outros 23% classificaram a atuação como regular, enquanto 20% a avaliaram como ótima ou boa. O percentual de entrevistados que não souberam responder foi de 6%.
O combate à inflação também apresentou elevado índice de desaprovação. A pesquisa aponta que 49% dos brasileiros enxergam a atuação do governo de forma negativa nesse segmento. Já 24% consideram o desempenho regular, enquanto 23% avaliam positivamente as medidas adotadas. Outros 5% não opinaram.
A segurança pública aparece na sequência entre os setores com maiores índices de avaliação desfavorável. Nesse caso, 47% classificaram a atuação federal como ruim ou péssima, enquanto 26% disseram considerá-la ótima ou boa. A avaliação regular foi mencionada por 25% dos entrevistados.
Em sentido oposto, a educação registrou o maior percentual de aprovação entre as áreas pesquisadas. O setor recebeu avaliação positiva de 35% dos participantes, embora 38% ainda considerem a atuação do governo negativa. Outros 25% classificaram as ações como regulares.
O combate à fome e à pobreza também figura entre os temas com melhor percepção popular. A pesquisa mostra que 33% avaliam o desempenho do governo como ótimo ou bom, enquanto 41% apontam uma atuação ruim ou péssima. Outros 24% consideram o trabalho regular.
O levantamento do Ipsos-Ipec buscou medir a percepção dos brasileiros sobre diferentes áreas da administração federal, indicando desafios para o governo em temas econômicos e de segurança, ao mesmo tempo em que aponta melhor desempenho em políticas sociais e educacionais.
