Revista Poder

Ibovespa recua com atenção do mercado voltada ao Fed e ao payroll dos EUA

Dólar avança frente ao real em meio à expectativa por sinais sobre os próximos passos da política monetária americana

Crédito: CC/Unsplash

O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, 1º de julho, em um dia marcado pela cautela dos investidores. O mercado acompanha de perto a agenda internacional, especialmente a participação de Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve, no Fórum de Bancos Centrais, em Sintra, Portugal.

A fala de Warsh é aguardada com atenção por ser sua primeira participação em um evento público fora dos Estados Unidos desde que assumiu o comando do banco central americano. Investidores buscam pistas sobre o tom que o Fed deverá adotar nos próximos meses, sobretudo diante das dúvidas sobre inflação, juros e atividade econômica.

Juros americanos pressionam emergentes

A possibilidade de uma postura mais rígida do Fed no combate à inflação voltou a pressionar os ativos de risco. Nesta manhã, os rendimentos dos Treasuries avançaram, refletindo a expectativa de que os juros americanos possam permanecer elevados por mais tempo.

Esse movimento tende a fortalecer o dólar no mercado global e reduz o apetite por renda variável, principalmente em países emergentes. Como resultado, a bolsa brasileira acompanha o tom negativo externo, enquanto a moeda americana ganha força frente ao real.

Por volta das 11h, o Ibovespa recuava, enquanto o dólar comercial era negociado acima de R$ 5,18. O movimento reflete não apenas a cautela com o discurso de Warsh, mas também a expectativa pela divulgação de novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Payroll entra no radar

Além do Fórum de Bancos Centrais, os investidores aguardam o relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, previsto para quinta-feira, 2 de julho. O indicador é um dos principais termômetros acompanhados pelo Fed para avaliar a força da economia americana.

Um mercado de trabalho ainda aquecido pode reforçar a leitura de que o banco central terá menos espaço para aliviar a política monetária. Por outro lado, sinais de desaceleração poderiam alimentar apostas em uma postura menos dura nos próximos meses.

Enquanto isso, os principais índices de Wall Street também operam em queda, devolvendo parte dos ganhos recentes. O ambiente externo mais defensivo limita o desempenho da bolsa brasileira e mantém o câmbio sob pressão.

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