Poucas combinações representam tão bem a alimentação brasileira quanto o arroz com feijão. Presente diariamente nas mesas de diferentes regiões do país, a dupla atravessa gerações, reúne memórias afetivas e ajuda a contar parte da história e da identidade nacional.
Em conversa com a Revista Poder, Flavia Molina, CMO da Camil, falou sobre os motivos que mantêm essa combinação no centro da rotina dos brasileiros. A executiva também abordou a importância de preservar referências gastronômicas em meio às mudanças nos hábitos de consumo e explicou a mobilização da marca para reconhecer o arroz com feijão como patrimônio cultural do Brasil.
O arroz com feijão atravessa gerações e regiões do país. Na sua visão, o que explica a permanência dessa combinação como um dos maiores símbolos da alimentação brasileira?
O arroz com feijão está presente na vida dos brasileiros diariamente. É uma combinação que atravessa gerações, regiões e diferentes realidades do país, sempre ocupando um espaço central na alimentação cotidiana. Uma boa referência que costuma usar é que quase ninguém lembra qual foi a primeira vez que comeu arroz e feijão! Essa dupla faz parte da nossa vida desde sempre.
Além da sua importância nutricional, existe um componente cultural e afetivo muito forte. O arroz com feijão está associado a momentos em família, a memórias da infância e a hábitos que passam de uma geração para outra. Poucos alimentos conseguem criar uma identificação tão ampla entre os brasileiros.
Na Camil, acompanhamos essa relação há décadas e vemos como essa combinação continua presente nas diferentes mesas e histórias do país. Ao longo do tempo, o arroz com feijão deixou de ser apenas um prato e passou a representar uma parte importante da nossa cultura, da nossa identidade e da forma como os brasileiros se conectam por meio da alimentação.
Em um momento em que hábitos alimentares mudam rapidamente e novas tendências surgem o tempo todo, qual é a importância de preservar referências gastronômicas que fazem parte da identidade cultural do Brasil?
As transformações nos hábitos de consumo são constantes e fazem parte da evolução da sociedade. Ao mesmo tempo, preservar referências gastronômicas é importante porque elas são parte fundamental da cultura e ajudam a contar a história de um país. A alimentação é uma forma de expressão, e valorizar símbolos que permanecem relevantes ao longo do tempo contribui para manter vivas tradições que conectam diferentes gerações e regiões do Brasil.
Foi justamente essa reflexão que inspirou a campanha da marca Camil que busca transformar o Arroz e Feijão em Patrimônio do Brasil, focada em reforçar a relevância cultural dessa dupla icônica para a identidade brasileira. Como a marca número um de arroz no país*, acreditamos ser nossa responsabilidade liderar essa conversa.
*Fonte: Euromonitor Iternational Ltd.; Camil pela marca mãe na categoria arroz; em termos de valor de varejo; 2025.
Muitos países possuem pratos reconhecidos como patrimônios culturais. O que o reconhecimento do arroz com feijão poderia representar para a valorização da cultura alimentar brasileira?
O reconhecimento do arroz com feijão como patrimônio cultural seria uma forma de oficializar algo que já faz parte da identidade dos brasileiros. É uma combinação presente na mesa, na memória e na história de diferentes gerações, independentemente da região do país.
O vínculo com o arroz com feijão é tão forte que, para muitos brasileiros, uma das primeiras saudades ao viajar para fora do país é justamente encontrar essa combinação novamente na mesa. A Quando reconhecemos formalmente símbolos que ajudam a contar quem somos, também reforçamos seu valor para as próximas gerações.
Nesse sentido, a mobilização proposta pela Camil busca justamente incentivar essa valorização de um elemento que já ocupa um lugar único na cultura alimentar do país.