Revista Poder

Artesp determina volta da CPTM para conter crise nas linhas 11, 12 e 13

Período de cogestão temporária vai durar 90 dias e busca apurar causas de incêndios e paralisações operacionais ocorridas no início das atividades da iniciativa privada

Foto: Reprodução/Artesp

Em uma resposta direta à sequência de transtornos enfrentados pelos passageiros da Zona Leste da capital, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo decidiu que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos voltará a atuar na operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A medida de emergência terá duração de três meses e prevê uma atuação conjunta entre a estatal e a concessionária Trivia Trens para reestabelecer a estabilidade do sistema e investigar as falhas graves registradas recentemente.

A decisão do órgão regulador ocorre após um início de operação marcado por ocorrências críticas na infraestrutura. A situação mais grave ocorreu na Linha 12-Safira, onde uma pane elétrica resultou em curto-circuito, explosão e incêndio em uma das composições entre as estações Brás e Tatuapé. O problema provocou a queda de energia e interrompeu o tráfego nos três ramais administrados pela nova concessionária, deixando os vagões sem luz e levando desespero aos usuários no início da manhã.

Diante do colapso no transporte sobre trilhos, equipes da Polícia Militar precisaram intervir nos trechos afetados para retirar os passageiros das vias com segurança, auxiliando pessoas com mobilidade reduzida a subirem barrancos e transporem barreiras ao longo do trajeto. Para absorver o fluxo repentino de usuários, o Metrô colocou trens extras em circulação na Linha 3-Vermelha e liberou a integração gratuita nas estações de transbordo, enquanto ônibus do sistema emergencial foram acionados para cobrir parte dos trajetos interrompidos.

A agência fiscalizadora classificou os episódios como inaceitáveis e confirmou a abertura de um procedimento administrativo para apurar as responsabilidades do grupo privado. O retorno da estatal está previsto no contrato de concessão para cenários de incerteza operacional e tem como meta reestruturar o planejamento do serviço, garantindo a segurança dos passageiros e a previsibilidade nas viagens diárias da população paulistana.

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