Dario Durigan critica Javier Milei e destaca solidez econômica do Brasil

Declarações ocorrem após visita do líder estrangeiro ao país para participar do lançamento de campanha política da oposição

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O cenário político e econômico regional ganhou contornos de acirrado debate verbal após manifestações públicas de integrantes do alto escalão do governo brasileiro. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, respondeu de forma contundente às declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, que esteve no país no último final de semana para participar de atos políticos vinculados à oposição. A reação oficial ocorreu após o líder argentino proferir críticas diretas à condução política e econômica brasileira durante um evento em São Paulo.

Durante a conversa com veículos de imprensa, o titular da pasta econômica sustentou que os fundamentos macroeconômicos do Brasil apresentam desempenho superior em diversos aspectos essenciais quando comparados aos do país vizinho, citando indicadores como a percepção de risco soberano, a estabilidade no mercado de trabalho e o controle inflacionário. Durigan justificou a necessidade de uma resposta enérgica diante do que classificou como uma interferência descabida de um mandatário estrangeiro em assuntos internos, ressaltando que ataques infundados à gestão econômica nacional não poderiam passar sem contestação.

No âmbito interno das projeções para o futuro próximo, o ministro rechaçou qualquer previsão de que o país caminhe rumo a um quadro recessivo. Reconhecendo que o patamar elevado da taxa básica de juros gera impactos desafiadores para o setor produtivo, famílias e para a rolagem da dívida pública, ele enfatizou que a desaceleração esperada para o crescimento econômico está longe de configurar uma retração. Para reverter o quadro de juros altos, a equipe ministerial apontou como caminhos fundamentais a manutenção e o eventual endurecimento das regras de controle de gastos públicos, além da modernização contínua da máquina estatal.