Revista Poder

TSE marca nova reunião com embaixadores para explicar sistema eleitoral brasileiro

Encontro acontecerá em 17 de agosto e abordará o funcionamento das urnas eletrônicas e as medidas de transparência adotadas para as eleições

Foto: © Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral marcou para 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e integrantes de organismos internacionais. O encontro acontecerá na sede da Corte, em Brasília, e terá como foco o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

A reunião será conduzida pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e dará continuidade às ações de transparência voltadas à comunidade internacional. Durante o evento, o magistrado deverá apresentar novamente informações sobre o desenvolvimento, a produção e a fiscalização dos equipamentos usados nas eleições.

Tribunal rebate informações sobre as urnas

A iniciativa ocorre após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, levantar questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eleitoral em conversas com representantes estrangeiros.

Sem apresentar provas, o senador afirmou que parte das urnas utilizadas no Brasil teria relação com a Smartmatic, empresa associada ao sistema eleitoral da Venezuela. O TSE, no entanto, reiterou que a companhia não forneceu equipamentos nem desenvolveu programas utilizados nas eleições brasileiras.

De acordo com a Corte, as urnas eletrônicas foram projetadas por servidores da Justiça Eleitoral. A produção dos aparelhos ficou sob responsabilidade de empresas escolhidas por meio de licitações públicas.

O tribunal também destacou que a suposta ligação entre a Smartmatic e o sistema brasileiro de votação já foi desmentida em outras ocasiões.

Estratégia remete a episódio de 2022

As declarações de Flávio Bolsonaro foram comparadas à estratégia adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, ele reuniu embaixadores para apresentar acusações contra o sistema eleitoral que, posteriormente, foram consideradas infundadas pela Justiça Eleitoral.

Agora, o TSE busca reforçar as informações sobre os mecanismos de segurança e auditoria das eleições. Além disso, a Corte pretende ampliar o diálogo com representantes de outros países antes do pleito de outubro.

As eleições brasileiras também serão acompanhadas por missões internacionais. Segundo o tribunal, estão confirmadas as participações da União Europeia, da Organização dos Estados Americanos, do Parlasul, do Carter Center, da Uniore e da Rojae-CPLP.

Os representantes dessas entidades integrarão a Missão de Observadores Eleitorais responsável por acompanhar o processo de votação no país.

Fonte: Agencia Brasil

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