Dívida pública federal cresce em junho e alcança patamar de R$ 9,27 trilhões

Montante subiu impulsionado pela forte oferta de novos papéis no mercado interno para cobrir despesas da União

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O estoque do endividamento público federal apresentou um novo salto durante o mês de junho e chegou à marca de R$ 9,27 trilhões. Os números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional revelam um avanço de 2,6 por cento em comparação ao mês de maio, o que representa um acréscimo de cerca de R$ 240 bilhões na conta do governo.

A elevação do saldo devedor foi motivada principalmente pela estratégia de captação no mercado doméstico. Somente em junho, o governo emitiu quase R$ 150 bilhões em títulos públicos, volume muito superior aos R$ 7,33 bilhões registrados em resgates desses mesmos papéis. O mecanismo de contrair dívidas é a ferramenta utilizada pela União para financiar o déficit orçamentário, garantindo o pagamento de despesas públicas quando a arrecadação de tributos não é suficiente para fechar as contas.

O balanço mensal trouxe ainda outras movimentações nos indicadores financeiros da União. O custo médio cobrado pelos investidores para financiar o país sofreu leve oscilação, fixando o juro anual na casa de 14,20 por cento, enquanto o prazo médio para o pagamento dessa dívida teve um pequeno recuo e passou para 4,01 anos.

Para garantir o pagamento dos vencimentos de curto prazo, o chamado colchão de liquidez do Tesouro foi reforçado. O volume de recursos em caixa destinado exclusivamente para quitar dívidas subiu para R$ 1,35 trilhão, valor suficiente para honrar os compromissos dos próximos oito meses. A estimativa da equipe econômica é que o ritmo de captação se mantenha ao longo do segundo semestre, fazendo com que o endividamento encerre o ano de 2026 orbitando entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.