O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para investigar as causas da paralisação que afetou três importantes ramais ferroviários metropolitanos logo após a transferência da gestão para a iniciativa privada. A apuração conduzida pela Promotoria de Justiça do Consumidor busca esclarecer a sequência de incidentes registrada poucos dias depois de a empresa Trivia Trens assumir a operação.
A investigação vai além da nova operadora e também colocará sob escrutínio o período administrativo anterior conduzido pela companhia estadual, além de avaliar a eficácia dos órgãos estaduais responsáveis pela regulação e fiscalização do contrato de concessão. O foco principal da apuração recai sobre os episódios de pane energética, o princípio de incêndio próximo à região central e a necessidade de evacuar centenas de usuários que precisaram caminhar pelos trilhos em meio a estações lotadas.
Diante da repercussão e dos transtornos generalizados para a mobilidade urbana, o governo determinou a retomada temporária da gestão ferroviária pela estatal por um período inicial de noventa dias para estabilizar o serviço. Os órgãos envolvidos e a concessionária foram notificados a prestar esclarecimentos detalhados, apresentar relatórios técnicos sobre o histórico de desempenho e comprovar a adoção de medidas compensatórias para os passageiros afetados.