Carlos Brito, CEO da Belron Group, uma rede global que opera sob marcas como Safelite nos Estados Unidos, Carglass no Brasil e na Europa e Autoglass no Reino Unido, está se preparando para abrir capital com um valuation superior a € 30 bilhões.
Na visão de Brito: “É muito mais do que um pedaço de vidro.”.
Os para-brisas de hoje estão cada vez mais equipados com câmeras, filamentos de aquecimento e revestimentos especiais. Assim, além de substituir um para-brisa rachado, os técnicos precisam recalibrar recursos de segurança como a frenagem automática e os sistemas que acionam corretamente os airbags e evitam que você saia acidentalmente da sua faixa.
E os para-brisas provavelmente continuarão ficando maiores, já que o vidro é mais leve que o metal — um fator importante para quem projeta um carro elétrico.
Os Teslas, por exemplo, têm um para-brisa de grandes dimensões e um teto de vidro revestido com produtos químicos resistentes ao calor, projetados para reduzir a necessidade de ar-condicionado.
Para a Belron, essa complexidade significa mais lascas e rachaduras, vidros mais sofisticados, trabalhos mais demorados — e vendas cada vez maiores. No ano passado, a empresa registrou receita de € 6,7 bilhões, reparando mais de 17 milhões de veículos em todos os continentes.
Em um edifício de concreto cavernoso no leste da Bélgica, uma das 3.500 unidades da Belron em todo o mundo, Brito observa os técnicos trocarem com facilidade um para-brisa rachado em um BMW.
Como era de se esperar, há muito o que fazer: remover o para-brisa danificado, limpar, instalar o novo, ajustar o software do carro — 30 etapas no total.
Fonte: Bloomberg
