A expansão global da BYD ganha um novo capítulo que une tecnologia, liderança e crescimento internacional. A vice-presidente executiva da companhia, Stella Li, foi incluída pela revista TIME entre as 100 pessoas mais influentes em Inteligência Artificial em 2026, na categoria “Inovadores”. O reconhecimento chega justamente quando a montadora acelera sua presença fora da China e amplia investimentos em produção, inteligência artificial e infraestrutura em diferentes mercados.
A lista TIME100 AI reúne nomes que vêm participando da construção e aplicação da inteligência artificial em escala global. No caso de Stella Li, a publicação destacou sua atuação na integração da tecnologia ao mundo físico e na ampliação do acesso a soluções avançadas.
O reconhecimento também joga luz sobre a estrutura de pesquisa e desenvolvimento da BYD, que reúne cerca de 120 mil engenheiros. A empresa vem avançando na integração entre hardware e software com tecnologias como God’s Eye 5.0, Arquitetura Xuanji 2.0, Xuanji A3 e sistemas de cockpit inteligente com agentes de IA.
A aplicação da tecnologia, no entanto, não se restringe aos automóveis. A companhia também direciona investimentos para robótica e sistemas de manufatura inteligente automatizada, ampliando o alcance da inteligência artificial dentro de sua operação.
“A tecnologia só cria valor real quando beneficia a vida cotidiana das pessoas. Nosso objetivo é tornar as tecnologias avançadas acessíveis a todos”, afirma Stella Li.
Tecnologia acompanha avanço internacional
A projeção de Stella acontece em paralelo a um momento de forte internacionalização da BYD. Segundo nota do Deutsche Bank Research, baseada em uma reunião com investidores, a companhia estabeleceu como objetivo vender mais de 2,5 milhões de veículos fora da China em 2027.
Para 2026, a estimativa de vendas internacionais teria sido elevada para uma faixa entre 1,9 milhão e 2 milhões de unidades, acima da meta anterior de 1,5 milhão. Procurada pela Bloomberg, a BYD não havia comentado imediatamente as projeções mencionadas pelo banco.
O movimento mostra a velocidade com que a companhia vem transformando uma operação originalmente concentrada na China em uma presença cada vez mais internacional. Para efeito de comparação, as exportações somavam cerca de 45 mil veículos em 2022.
A estratégia passa por mercados como Europa, América Latina, Sudeste Asiático e Austrália, além da ampliação da produção local em diferentes países.
Brasil ganha peso na estratégia
Entre os mercados que ganham espaço nesse processo está o Brasil. De acordo com as informações apresentadas pelo Deutsche Bank, a unidade brasileira da BYD está ampliando sua capacidade para chegar a 300 mil veículos por ano.
A produção também já começou na Indonésia, enquanto os primeiros veículos da nova fábrica da Hungria devem sair da linha de montagem até dezembro, segundo os analistas do banco.
A fabricação fora da China ajuda a companhia a reduzir gargalos logísticos e acompanhar de perto o crescimento das vendas internacionais. A empresa também vem ampliando sua frota própria de navios destinados ao transporte de automóveis.
No mês passado, as vendas globais da BYD avançaram 18%, enquanto as exportações mais que dobraram e alcançaram um recorde, representando 43% das entregas totais. No primeiro semestre, a receita obtida no exterior também superou pela primeira vez as vendas no mercado chinês.
IA, produção e infraestrutura
O avanço internacional não se limita à abertura de fábricas. A companhia também pretende desenvolver uma rede de 90 mil estações de recarga super-rápida até o fim de 2028, sendo 6 mil delas fora da China.
Ao combinar expansão industrial, infraestrutura e inteligência artificial, a BYD busca construir um ecossistema que vai além da fabricação de veículos elétricos. É justamente nessa intersecção que o papel de Stella Li ganha maior dimensão.
Sua presença na TIME100 AI não aparece isolada do momento vivido pela empresa. Ao contrário, acompanha uma fase em que tecnologia e internacionalização caminham lado a lado, com a BYD levando sistemas inteligentes para veículos, fábricas e novas frentes de pesquisa.
Enquanto a companhia mira milhões de carros vendidos fora de seu mercado de origem, Stella Li se consolida como uma das figuras centrais dessa transformação, agora reconhecida também entre os nomes que ajudam a definir os rumos da inteligência artificial no mundo.
