Revista Poder

Caixa inicia greve nacional e Banco do Brasil enfrenta paralisações em parte do país

Mobilização começou nesta quinta-feira (10); canais digitais e serviços de autoatendimento continuam disponíveis aos clientes

Foto: Valter Campanato Jr

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, restrita às bases sindicais que rejeitaram a proposta negociada para a categoria.

As mobilizações acontecem após mais de dois meses de negociações entre representantes dos trabalhadores e dos bancos. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais assinaram uma nova Convenção Coletiva de Trabalho, válida até agosto de 2028.

O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de ganho real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também alcança benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados e auxílio-creche ou babá.

Apesar da assinatura da convenção geral, trabalhadores da Caixa e de algumas bases do Banco do Brasil mantiveram divergências sobre pontos específicos.

Por que os funcionários da Caixa entraram em greve

Na Caixa, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico do banco, segundo a Comissão Executiva dos Empregados.

Um dos principais impasses envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Também estão em discussão temas relacionados às condições de trabalho, segurança e saúde ocupacional, cobrança de metas e ambiente profissional.

A instituição informou que mantém o diálogo com as entidades representativas e retomou as negociações nesta quinta-feira. Enquanto não houver uma nova proposta aprovada em assembleia, a orientação sindical é pela continuidade da greve.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, foram realizadas 13 rodadas de negociação ao longo de mais de dois meses.

BB tem adesão parcial

No Banco do Brasil, não há greve nacional. A paralisação ocorre apenas em localidades nas quais os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada.

Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras regiões aceitaram a convenção.

Segundo o banco, as negociações ocorreram tanto na mesa geral da Fenaban quanto em discussões específicas sobre temas relacionados aos funcionários do BB.

O que muda para os clientes

Apesar da paralisação, os bancos orientam que os clientes utilizem prioritariamente aplicativos, internet banking e serviços de autoatendimento.

Na Caixa, seguem disponíveis o aplicativo da instituição, Caixa Tem, internet banking, WhatsApp, caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui.

Já no Banco do Brasil, os clientes podem acessar o aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, WhatsApp e a Central de Relacionamento.

A greve não interrompe automaticamente o pagamento de benefícios ou operações que possam ser realizadas pelos canais eletrônicos. No entanto, serviços que exigem atendimento presencial podem sofrer impacto, dependendo da adesão dos funcionários em cada agência.

A nova convenção coletiva abrange cerca de 414 mil bancários, distribuídos por aproximadamente 3,6 mil municípios. Além dos reajustes, o texto inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão e regras para monitoramento digital no ambiente de trabalho.

 

Fonte: Agencia Brasil

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