Revista Poder

Petrobras, do Presidente do Conselho Guilherme Mello, analisa e é cobrada por credores para aporte de capital na Braskem

Foto Reproduçao Instagram

As conversas da Braskem com os bondholders para aprovar um plano de recuperação extrajudicial têm avançado, mas o compromisso da Petrobras, acionista de referência junto com a IG4 Capital, em garantir um suporte em eventual capitalização da petroquímica é hoje o principal entrave nas negociações.

A garantia de aporte de capital da estatal em caso de necessidade é um pedido dos credores para avançar com o plano de reestruturação da Braskem. Em reunião realizada ontem com representantes da Petrobras e dos bondholders, a estatal afirmou que ainda está avaliando qual deveria ser o tamanho desse suporte. A volatilidade dos spreads petroquímicos, que tinham melhorado com a guerra no Irã mas voltaram a cair, tem dificultado as projeções de cenário e custos.

Apesar de ter até 22 de novembro para conseguir aprovar um plano, a Braskem tem até 9 de outubro para chegar a um acerto sobre os principais termos comerciais dele, uma vez que, a partir dessa data, credores apoiadores da recuperação extrajudicial com mais de 66% dos créditos podem rescindir o acordo.

A expectativa da empresa é de ter uma definição sobre esse ponto até lá para conseguir avançar com a aprovação do plano de reestruturação. O plano que está sendo desenhado pela Braskem junto com os credores prevê uma capitalização da companhia via oferta de ações e pode ter a conversão de parte da dívida em equity se um eventual aumento de capital
não for suficiente para a empresa desalavancar financeiramente.

Fonte: Globo

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