Antes de dividirem a mesma sociedade, Humberto Munhoz, Elisson Dias e Rafael Gardil construíram carreiras por caminhos distintos. O ponto de encontro veio em 2017, quando experiências em empreendedorismo, gestão e multinacionais deram origem ao Grupo 3T Brasil, holding de hospitalidade e alimentação que projeta alcançar R$ 160 milhões em faturamento em 2026.
A relação entre os sócios começou antes da empresa. Humberto e Elisson se conheceram na Unilever, em 2008, e mantiveram a amizade ao longo dos anos. Enquanto Humberto começava a empreender no setor de hospitalidade paralelamente à carreira corporativa, Elisson seguiu sua trajetória em grandes companhias, incluindo a Diageo.
Rafael entrou nessa história pela operação. Ele trabalhava como gerente em um grupo comandado por Humberto e acumulava experiência na gestão direta dos negócios. Em 2017, os três decidiram reunir essas competências em uma mesma estrutura.
“Eu e o Elisson nos conhecemos na Unilever e ficamos amigos. Enquanto eu começava a empreender no setor, ele seguiu sua carreira em multinacionais. Em 2017, decidimos juntar essas experiências e começar a 3T. O Rafael já trabalhava comigo como gerente de operações e também se tornou sócio naquele momento. Então, a 3T não nasceu de uma amizade entre três pessoas, mas do encontro de relações e experiências diferentes que, a partir dali, passaram a construir uma história juntos”, explica Humberto Munhoz, sócio do Grupo 3T Brasil.
Perfis diferentes na mesma gestão
A complementaridade se tornou um dos pilares da sociedade. Humberto já conhecia o setor como empreendedor e estava à frente de operações como O Pasquim. Elisson levou para a empresa a experiência executiva acumulada em multinacionais. Rafael, por sua vez, trouxe o olhar voltado à operação e à gestão do dia a dia.
Com o crescimento da companhia, essa divisão de competências passou a ter peso ainda maior na tomada de decisões.
“Cada um chegou à 3T com uma bagagem diferente, e acho que essa é uma das nossas forças. Não precisamos pensar da mesma maneira o tempo todo. O importante é ter espaço para discutir, ouvir opiniões diferentes e entender onde cada um pode contribuir mais. Com o crescimento da empresa, essa complementaridade se tornou ainda mais importante”, afirma Elisson Dias, sócio do Grupo 3T Brasil.
Crescimento e novas metas
A expansão do Grupo 3T acompanhou a consolidação da sociedade. A companhia encerrou 2025 com faturamento de R$ 120 milhões e projeta chegar a R$ 160 milhões em 2026. Para este ano, a expectativa é alcançar 40 operações e presença em oito aeroportos.
A holding reúne marcas como O Pasquim Bar e Prosa, A Saideira, Crave Meat, Empanadas y Tal, Juice da Orla, A Ventana e Saladaria Mix, distribuídas por diferentes regiões e formatos de operação.
O próximo horizonte já está definido. Até 2030, os sócios pretendem levar o grupo a R$ 300 milhões em faturamento anual, com 60 operações e presença em 12 aeroportos.
O desafio, agora, é ampliar a estrutura sem perder a dinâmica que sustentou o crescimento até aqui: decisões compartilhadas, divisão clara de responsabilidades e espaço para visões diferentes dentro da sociedade.
“Quando olhamos para trás, acho que o mais interessante é perceber que cada um chegou aqui por um caminho. A empresa foi crescendo e, junto com ela, também cresceu a nossa relação como sócios e como amigos. Hoje temos uma história construída juntos e ainda temos muito pela frente”, afirma Humberto.
Mais do que uma sociedade construída a partir de perfis semelhantes, a história da 3T mostra justamente o contrário: foi a combinação de experiências distintas que deu forma ao negócio e continua orientando sua expansão.
