AGU pede prazo de 72 horas ao STF antes de se manifestar sobre retomada das bets

Associações do setor acionaram o Supremo para tentar suspender medida provisória que proibiu apostas on-line no país

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um prazo de 72 horas para se manifestar nas ações que questionam a proibição das apostas on-line no Brasil.

Segundo a AGU, o período é necessário para ouvir os órgãos governamentais envolvidos na regulamentação do setor antes da apresentação de uma posição ao Supremo. O pedido, portanto, tem caráter processual e não antecipa o entendimento do órgão sobre o mérito das ações.

Mais cedo, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) recorreram ao STF para pedir a suspensão da medida provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, conhecidas como bets.

As petições foram apresentadas em processos sob a relatoria do ministro Luiz Fux. As entidades questionam a constitucionalidade da medida e buscam impedir, entre outros efeitos, o bloqueio das plataformas e das operações ligadas ao setor enquanto o Supremo analisa o caso.

Plataformas serão bloqueadas em outubro

Pelas regras estabelecidas na medida provisória, as empresas devem devolver aos apostadores os valores que ainda estiverem disponíveis nas contas até 5 de outubro.

A partir de 6 de outubro, está previsto o bloqueio integral dos sites e aplicativos de apostas on-line no país. Enquanto isso, o STF deverá analisar os pedidos apresentados pelas associações que representam o setor.

No mesmo processo relacionado às apostas, Luiz Fux já havia determinado medidas para impedir que beneficiários de programas sociais utilizassem recursos em plataformas de bets.

Fonte: Agência Brasil