Revista Poder

Lula grava vídeo e convoca apoiadores a irem às ruas para barrar o “retrocesso” no segundo turno

Candidato do PT pede diálogo com indecisos, em meio a pressão da campanha por maior presença do presidente nas redes, e volta a atacar Flávio Bolsonaro por causa da escala 6x1

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta quarta-feira (7) um vídeo no formato selfie em que chama seus apoiadores para as ruas, com o objetivo de impedir o que ele descreve como a volta do “retrocesso” ao país. Na gravação, divulgada nas redes sociais, o petista pede que os eleitores conversem com quem ainda não decidiu o voto.

“Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas”, disse Lula, dirigindo-se a quem defende a educação, a democracia e o emprego de qualidade. Em seguida, afirmou que é preciso vencer a eleição “para não permitir que o retrocesso volte para esse país” e concluiu que “tá na hora”.

O movimento acompanha uma orientação interna. Depois do resultado de domingo (4), integrantes da campanha passaram a defender que o presidente apareça mais nas plataformas digitais. No primeiro turno, Lula somou 2,3 milhões de votos a menos que Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa de 25 de outubro. A estratégia inclui ainda uma força-tarefa digital, formada por jovens eleitos e influenciadores de esquerda.

Na terça-feira (6), Lula havia voltado a defender o fim da escala 6×1, tema que está em análise no Senado. O presidente disse querer ver a redução da jornada “sair do papel” e afirmou que Flávio é contrário à mudança. “Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos”, declarou, ao cobrar que o adversário explique a uma mãe de família qual conta ela deixaria de pagar para poder descansar.

A proposta em discussão fixa a jornada máxima em 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. O plenário do Senado começou a debater o texto na terça. Lula disse confiar que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), colocará a PEC em votação e que os senadores repetirão a decisão da Câmara. Também afirmou esperar que o PL mostre se tem coragem de votar a favor do fim da escala.

Entre governistas, a meta continua sendo aprovar o texto nos dois turnos antes da votação final. Eles apostam também em expor parlamentares da oposição que tentem evitar a análise. Integrantes do PL e do Republicanos devem se reunir nesta quarta para definir uma estratégia que impeça a votação.

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