Lula faz novo aceno ao eleitorado evangélico com carta divulgada por frente religiosa

Presidente diz ter “total respeito” pelos cristãos e relaciona o fim da escala 6x1 à convivência familiar e à presença nas igrejas

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta quarta-feira (14) uma carta às famílias evangélicas, em mais um gesto de aproximação com um segmento em que enfrenta resistência. O documento foi divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

A divulgação ocorre num cenário de desvantagem entre evangélicos. A pesquisa Quaest de 28 de setembro apontou 27% das intenções de voto de Lula no segmento no primeiro turno, ante 46% de Flávio Bolsonaro (PL). Também nesta quarta, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o advogado-geral da União, Jorge Messias, lançaram um vídeo convidando cristãos a participar do canal “Cristãos com Lula 13”.

O que diz a carta

  • Abertura. Lula afirma que não é evangélico, mas tem respeito por quem é e por todas as religiões. Diz que o ponto em comum com as famílias evangélicas é o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, porque lares fortes formam uma nação forte.
  • Trajetória. Ele relembra a infância ao lado da mãe, Dona Lindu, e dos sete irmãos, e conta que entrou na política para melhorar a vida de famílias pobres. Atribui a trajetória até o quarto mandato à proteção divina.
  • Ações do governo. Cita o combate às bets e a defesa de dois dias de descanso semanal. Segundo a carta, o tempo livre fortalece os vínculos familiares e, para os evangélicos, permite mais tempo na igreja.
  • Segurança e proteção. Diz estar empenhado em proteger mulheres, crianças e adolescentes e em combater a violência e o crime organizado com inteligência.
  • Resposta a críticas. Afirma que não poderão acusá-lo de apoiar políticas que fecham templos ou desrespeitam as pessoas. Reconhece que há muito a fazer e diz escutar o pedido por mudanças, segurança e prosperidade.
  • Compromissos. Promete melhorar a saúde pública, aumentar a renda real e preservar a natureza.
  • Apelo final. Pede que as famílias decidam o voto em oração, peçam discernimento a Deus e votem com a consciência livre. Encerra pedindo orações e falando em esperança de vitória.