A Polícia Federal começa nesta quarta-feira (14) a produzir relatórios no caso Master com menções a ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. São seis integrantes do STF e ao menos dois do STJ citados em conversas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de Fabiano Zettel.
A elaboração dos documentos foi autorizada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, que orientou a cúpula da PF a encaminhar à Corte os relatórios sobre o tema. Até então, as informações estavam sem definição e sem destino dentro da corporação. O rumo do material foi decidido em reunião na terça (13) entre Fachin, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o diretor-executivo, William Murad, e o diretor de combate ao crime organizado, Dennis Cali.
Segundo o relato, Fachin disse aos delegados que atos de investigação contra ministros dependem de autorização do plenário do STF. Ao mesmo tempo, ressaltou que a PF deve enviar todas as menções encontradas, sem exceção, com o respectivo contexto e em caráter estritamente descritivo. Os relatórios serão apenas informativos, para que a PGR e o Supremo avaliem se abrem investigação.
O modelo lembra o de fevereiro, quando a PF entregou a Fachin um primeiro documento, de cerca de 200 páginas, com menções ao ministro Dias Toffoli. Na ocasião, Toffoli deixou a relatoria do caso, assumida por André Mendonça, e Fachin arquivou trechos do material sobre a suspeição.
