O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as conversas com a Meta e com as campanhas presidenciais para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento dos algoritmos das redes sociais e possíveis prejuízos aos candidatos. Na noite de terça-feira (20), representantes da empresa, advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e integrantes da Justiça Eleitoral se reuniram após uma ação do PT, que alega prejuízos à candidatura do presidente.
A equipe de Flávio também diz ter sido afetada e busca evitar que apenas o PT seja considerado prejudicado. A campanha do senador apresentou ainda uma nova iniciativa alegando suposta manipulação de algoritmos do Google. No mesmo dia, uma nova petição foi enviada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, sobre canais ligados ao entorno da campanha de Lula, com referências ao deputado André Janones. O caso já havia passado por decisões do ministro e da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral.
Ainda não há conclusão sobre quem teria sido prejudicado nem sobre o tamanho de eventuais impactos no resultado, e a discussão pode seguir após a votação. A disputa pode ter desdobramentos de maior alcance, inclusive sanções eleitorais.
Os gastos das campanhas com a Meta passaram de cerca de R$ 23 milhões em 2018 para aproximadamente R$ 290 milhões na prestação de contas parcial de 2026. O Comitê de Supervisão da empresa, do qual faz parte o brasileiro Ronaldo Lemos, afirmou na terça que está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das normas eleitorais e que a Meta precisa tornar a fiscalização mais transparente e consistente.
