O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente, André Mendonça, discutiram com colegas a possibilidade de restringir canais de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores ao segundo turno, no domingo (25). O tema foi tratado em reuniões na sexta (16) e na terça (20) e dividiu a Corte. A medida atingiria o “Exército do Lula”, com quase 8 milhões de seguidores, e a “Tropa do Flávio”, com 2,7 milhões.
A minuta, elaborada por Mendonça, aplicaria aos canais as mesmas proibições do impulsionamento de conteúdo, entre 48 horas antes e 24 horas depois da eleição. Em nota, o gabinete do ministro afirmou que, por tradição, cabe ao vice-presidente redigir atos normativos, que houve consenso sobre a necessidade de tratar do assunto e que o texto ainda depende de deliberação colegiada. O objetivo, segundo a nota, é proteger a integridade do pleito nas horas em que não há tempo de corrigir conteúdos ilícitos.
Nunes Marques disse não ser favorável a mudança de última hora, e outros ministros afirmam que a resolução não deve avançar. O impulsionamento pago é permitido até 22 de outubro e proibido de 23 a 26.
O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), foi alvo de disputas entre as campanhas. Foi suspenso por Nunes Marques, mantido no ar pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva e liberado após o registro feito pela campanha de Lula em 13 de outubro.