O vereador licenciado Senival Moura, eleito pelo PT em São Paulo, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público paulistano.
O parlamentar estava em liberdade desde 5 de agosto, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ocasião, a desembargadora Carla Rahal Benedetti entendeu que sua prisão temporária deveria durar cinco dias, e não 30.
Após recurso do Ministério Público, a Justiça voltou a determinar sua prisão.
Operação investiga empresa de ônibus
A nova fase da Operação Última Parada é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Além de Senival, outras seis pessoas tiveram a prisão decretada. Todos os investigados possuem vínculos com a Transunião, empresa suspeita de envolvimento em operações financeiras relacionadas ao PCC.
Até a atualização divulgada, cinco suspeitos haviam sido presos, enquanto dois permaneciam procurados.
A investigação começou com uma operação realizada em junho deste ano. O inquérito foi concluído antes das eleições, resultando na denúncia de 21 pessoas à Justiça paulista.
Defesa contesta nova prisão
O advogado Márcio Sayeg, responsável pela defesa do vereador, classificou a decisão como absurda e afirmou que não existem fatos novos que justifiquem a medida.
Segundo ele, as acusações envolvem acontecimentos de 2020, sem elementos recentes que sustentem uma nova prisão.
A defesa informou que buscará esclarecimentos sobre a determinação judicial.
Senival Moura pediu afastamento do PT após sua primeira prisão. As acusações seguem sob análise da Justiça, e a responsabilidade criminal dos investigados ainda depende de decisão judicial.