A Polícia Federal abriu uma investigação para mapear a rota usada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao deixar o país, em descumprimento de ordens judiciais que o proibiam de sair do Brasil e determinavam a entrega dos passaportes. O caso gerou cobranças de delegados de Brasília à superintendência da PF no Paraná. “Como vocês não impediram?”.
A resposta dos colegas apontou limites legais. Um delegado que atua na fronteira paranaense disse que é impossível impedir quem quer sair do país, a menos que haja monitoramento prévio por inteligência ou pela própria PF. Em nota na quarta-feira (28), a corporação reconheceu que não pode vigiar um investigado sem decisão judicial.
Fontes do Ministério da Justiça lembraram que não havia ordem de prisão contra Flávio e que brasileiros podem entrar na Argentina apenas com o RG. Elas acrescentaram que, mesmo com mandado, o país vizinho não aceita deportação imediata. Ainda assim, ponderaram que a PF poderia ter barrado a saída se tivesse encontrado o senador durante o trajeto.
De acordo com a apuração, houve uma tentativa preliminar de impedir a viagem, mas as autoridades não souberam localizá-lo a tempo.
