O pacote de reestruturação inclui um aumento de capital planejado que varia entre R$ 3,5 bilhões e R$ 39,8 bilhões (US$ 642,2 milhões a US$ 7,3 bilhões), conforme documento divulgado pela empresa nessa semana.
O plano de recuperação da Raizen abrange aproximadamente R$ 65 bilhões em dívidas, configurando a maior reestruturação da história do Brasil. As dificuldades financeiras da produtora de açúcar e etanol foram resultado de apostas arriscadas, safras ruins e baixos preços das commodities.
Antes do processo, a Shell e a Cosan detinham 44% de participação cada, e 12% das ações estavam no mercado. Com a confirmação do acordo, essa relação muda completamente.
A Shell passa a deter entre 13% e 15% de participação acionaria e se tornará o maior acionista individual da Raizen. No acordo, se compromete a capitalizar a empresa com R$ 3.5 bilhões de capital.
A Aguassanta Investimentos, veículo de Rubens Ometto, ficará com aproximadamente 5% da Raizen e se compromete em capitalizar R$ 500 milhões no acordo. Após a conclusão do aumento de capital , o empresário passará a ter uma cadeira no conselho de administração.
Fonte: Reuters
