Pouco depois das 3h da manhã, enquanto a maior parte do país dormia, o Banco Central do Paraguai anunciou o fechamento da instituição financeira devido a uma crise de solvência.
O Ministério Público iniciou então uma investigação, emitindo mandados de prisão contra pelo menos oito pessoas ligadas ao Ueno, incluindo Miguel Vázquez, presidente do acionista controlador do banco, o Grupo Vázquez. O presidente Santiago Peña já havia sido investidor na holding do Ueno, tendo vendido sua participação em março de 2025.
Os órgãos reguladores têm insistido que a situação é isolada e que os depósitos de até 228 milhões de guaranis (US$ 37.400) estariam garantidos — valor que o Banco Central tem 15 dias para devolver.
Na capital, Assunção, clientes se reuniram em frente a agências fechadas em busca de respostas. Centenas se aglomeraram em torno de uma agência do Ueno em Ciudad del Este, enquanto reclamações de clientes incapazes de acessar seu dinheiro inundavam as redes sociais.
A Polícia Nacional entrou em alerta máximo de segurança e enviou policiais para agências bancárias em todo o país.