O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (5), ao afirmar que poderá intensificar as ações militares contra o país. A declaração ocorreu na Casa Branca, um dia depois de o republicano reconhecer que a guerra contribuiu para a derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato.
Durante uma conversa com jornalistas no Salão Oval, Trump foi questionado sobre as propostas apresentadas ao Irã por mediadores internacionais. O objetivo das negociações é estabelecer condições para o futuro do programa nuclear iraniano.
O presidente afirmou que Teerã não poderá avançar em suas atividades nucleares sem a aprovação de Washington. Em seguida, sinalizou a possibilidade de uma nova ofensiva militar.
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, declarou Trump, segundo o g1.
A ameaça ocorre em meio às tentativas diplomáticas de reduzir as tensões entre os dois países. Apesar das negociações, o governo americano mantém a posição de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Guerra influencia resultado das eleições
Na quarta-feira (4), Trump reconheceu que o conflito com o Irã teve impacto no desempenho do Partido Republicano nas eleições legislativas realizadas em 3 de novembro.
Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, em uma vitória que a imprensa americana passou a chamar de “onda azul”.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado está a insatisfação dos eleitores com o custo de vida. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, provocou aumentos nos preços dos combustíveis e pressionou outros setores da economia.
Apesar do desgaste político, Trump voltou a defender a ofensiva militar. Segundo o presidente, impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã continua sendo uma prioridade de seu governo.
Custo de vida pressiona governo americano
Os efeitos econômicos do conflito ganharam importância durante a campanha eleitoral. Além dos combustíveis, a alta das passagens aéreas e a inflação ampliaram as preocupações dos consumidores.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos, realizada antes das eleições, mostrou que cerca de 48% dos eleitores consideravam o custo de vida a principal questão na hora de votar.
O levantamento também apontou resistência à operação militar. Apenas 25% dos entrevistados avaliaram que a guerra justificava seus custos, enquanto 55% discordaram. Outros 18% disseram não ter uma opinião definida.
Estimativas divulgadas ao longo do conflito indicam que os gastos americanos com a guerra podem ter chegado a US$ 100 bilhões.
Futuro do conflito permanece indefinido
Embora Trump tenha afirmado anteriormente que a guerra terminaria rapidamente, os confrontos continuam após meses de operações militares e tentativas frustradas de cessar-fogo.
Agora, o governo americano avalia os próximos passos enquanto mediadores internacionais buscam alternativas para um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
A possibilidade de uma nova escalada militar aumenta as incertezas sobre a estabilidade no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Trump enfrenta um cenário político mais desafiador nos Estados Unidos, com o avanço democrata no Congresso e a pressão para reduzir os impactos econômicos do conflito.
Fonte: G1 e da Reuters.
