Revista Poder

Fachin homologa delação de fundador da Reag em investigação sobre o Banco Master

João Carlos Mansur firmou acordo com a Procuradoria-Geral da República no âmbito da operação que apura suspeitas de fraudes financeiras

João Carlos Mansur - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira (6) o acordo de colaboração premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos. O empresário é investigado por suspeitas de envolvimento em operações financeiras relacionadas ao Banco Master.

A delação foi negociada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e permanece sob segredo de Justiça. Com a homologação, o acordo passa a ter validade jurídica, permitindo que as informações e eventuais provas apresentadas pelo colaborador sejam analisadas no decorrer das investigações.

Mansur foi alvo de mandados de busca e apreensão em janeiro de 2026, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, incluindo operações relacionadas à tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

O BRB é uma instituição financeira pública controlada pelo Governo do Distrito Federal. As negociações envolvendo os dois bancos passaram a integrar as apurações sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro.

Reag também foi alvo de liquidação pelo Banco Central

A Reag Investimentos, empresa fundada por Mansur, também entrou no centro das investigações. Em janeiro deste ano, o Banco Central determinou a liquidação da instituição após identificar graves violações às regras aplicáveis às empresas integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

A medida encerrou as atividades da instituição submetida à liquidação e ocorreu em meio ao avanço das investigações sobre operações financeiras ligadas ao caso Master.

A colaboração de Mansur representa uma nova etapa das apurações. Entretanto, a homologação do acordo não significa que as declarações do empresário tenham sido comprovadas. Os relatos e documentos apresentados ainda precisam ser examinados pelas autoridades e confrontados com outros elementos da investigação.

Até o momento, os detalhes oficiais da colaboração permanecem protegidos pelo sigilo judicial.

Fonte: Agência Brasil

Sair da versão mobile