Revista Poder

CSN, do acionista Benjamin Steinbruch, fecha venda da divisão de cimentos para a chinesa Huaxin e pede antecipação de valores aos bancos

Foto Reprodução Instagram

A CSN assinou neste sábado a venda da subsidiária de cimentos para a chinesa Huaxin. A previsão é que o anúncio formal pelas partes seja feito no domingo.

As companhias vinham negociando com exclusividade desde o dia 30 de outubro e o prazo se encerraria no início da próxima semana. A Huaxin avaliou a CSN Cimentos em R$ 12,7 bilhões (ações e dívida), acima do enterprise value ofertado pelo consórcio concorrente, formado por Cementir e Votorantim.

A venda da cimenteira é o movimento mais relevante da CSN em seu plano de desalavancagem. Como há um prazo entre a assinatura e o closing da operação, o grupo de Benjamin Steinbruch já está pedindo a bancos uma espécie de antecipação do recebível, para ter acesso mais rápido a capital, segundo fontes com conhecimento do assunto.

Parte do volume é carimbado, pois a CSN tomou um financiamento com Morgan Stanley e Banco do Brasil neste ano, quando outros bancos apertaram o cerco, com a garantia da venda da unidade de cimentos.

A CSN iniciou a produção de  cimento em 2009, no estado do Rio de Janeiro. Em 2021, comprou a Elizabeth Cimentos e, em 2022, adquiriu a LafargeHolcim. A companhia integrou unidades de produção, moagem, reservas de calcário, tornando-se a segunda maior produtora de cimentos do Brasil.

Fonte: Globo

Sair da versão mobile