O setor brasileiro de ovos começou 2026 com desempenho positivo no comércio internacional. Em janeiro, o país embarcou 3.076 toneladas do produto, considerando itens in natura e processados, volume 30,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, quando as exportações somaram 2.357 toneladas.
O avanço também se refletiu na receita cambial. As vendas externas geraram US$ 6,408 milhões no primeiro mês do ano, crescimento de 3,6% na comparação anual. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal, que acompanha o desempenho do segmento.
Entre os principais compradores, os Emirados Árabes Unidos mantiveram posição de destaque e ampliaram suas aquisições. O país importou 1.051 toneladas em janeiro, aumento de 34% em relação ao mesmo período de 2025. O Japão apresentou uma das maiores variações percentuais, elevando suas compras de 205 para 752 toneladas, o que representa expansão de 267%.
O Chile também reforçou a demanda pelo produto brasileiro, com crescimento de 184% nas aquisições, totalizando 371 toneladas. Já o México ampliou as importações em 65%, passando de 172 para 284 toneladas no comparativo anual.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o cenário indica uma mudança estrutural na estratégia do setor. Segundo ele, a ampliação de destinos e a redução da concentração em poucos mercados contribuem para maior estabilidade nas exportações. O movimento, afirma, demonstra consolidação da presença brasileira em mercados de maior valor agregado e contratos mais previsíveis.
O desempenho de janeiro sinaliza uma retomada consistente das vendas externas e reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no mercado global de ovos.