Déficit externo do Brasil soma US$ 8,36 bilhões em janeiro

Banco Central aponta déficit de US$ 8,36 bilhões no primeiro mês do ano (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O Brasil começou 2026 com déficit em conta corrente maior do que o esperado por analistas. Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil mostram que o saldo negativo das transações correntes alcançou US$ 8,36 bilhões em janeiro. A projeção de economistas consultados pela Reuters indicava rombo de US$ 6,4 bilhões no período.

Apesar do resultado acima das estimativas, o número representa melhora em relação a janeiro do ano passado, quando o déficit havia sido de US$ 9,8 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo equivale a 2,92 por cento do Produto Interno Bruto.

O desempenho das contas externas foi influenciado principalmente pelo resultado da renda primária, que engloba remessas de lucros, juros e dividendos ao exterior. Essa conta registrou déficit de US$ 8,31 bilhões no mês, superior ao observado no mesmo período de 2025.

Por outro lado, a balança comercial apresentou superávit de US$ 3,51 bilhões, acima do registrado um ano antes. O resultado positivo no comércio de bens ajudou a atenuar parte da pressão nas contas externas.

A conta de serviços também contribuiu para um cenário menos adverso do que em janeiro do ano passado. O déficit nesse segmento somou US$ 3,97 bilhões, valor inferior ao observado em igual período anterior.

Um dos destaques do mês foi o ingresso de investimento direto no país, que totalizou US$ 8,16 bilhões. O volume ficou acima das expectativas do mercado e superou o montante registrado em janeiro de 2025, indicando manutenção do interesse estrangeiro por ativos brasileiros.

O comportamento das contas externas será acompanhado de perto ao longo do ano, especialmente diante das incertezas no cenário internacional e de seus possíveis reflexos sobre fluxo de capitais, comércio exterior e crescimento econômico.