Jair Bolsonaro é internado na UTI após diagnóstico de broncopneumonia

Ex-presidente apresentou febre alta e falta de ar durante a madrugada e segue sem previsão de alta hospitalar

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. De acordo com boletim médico divulgado nesta sexta-feira, o quadro exige tratamento intensivo com antibióticos administrados por via intravenosa e acompanhamento clínico contínuo.

Segundo informações da equipe médica, o ex-presidente começou a apresentar sintomas durante a madrugada, incluindo febre alta, sudorese intensa e calafrios. O quadro evoluiu rapidamente e também provocou vômitos e dificuldade para respirar, o que levou ao acionamento de atendimento de emergência nas primeiras horas da manhã. Bolsonaro foi transportado ao hospital por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Exames laboratoriais e de imagem confirmaram a presença da infecção pulmonar de origem bacteriana. Os médicos classificaram o caso como broncopneumonia aspirativa bilateral, condição que pode surgir quando secreções ou conteúdo gástrico atingem as vias respiratórias, provocando inflamação nos pulmões.

De acordo com o cardiologista responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, o estado de saúde ainda exige observação rigorosa. O tratamento envolve dois antibióticos intravenosos e suporte clínico não invasivo. Apesar de uma discreta melhora inicial após o início da medicação, Bolsonaro ainda relata sintomas como náusea, dor de cabeça e dores musculares.

A equipe médica afirma que não há previsão de alta no momento. A expectativa é de que ele permaneça hospitalizado por pelo menos uma semana para acompanhamento da resposta ao tratamento.

Bolsonaro está preso desde janeiro e cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado. Ele permanece detido em uma sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A defesa do ex-presidente já apresentou pedidos de prisão domiciliar alegando fragilidade em sua condição de saúde, mas as solicitações foram negadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Desde que passou a cumprir pena, Bolsonaro já apresentou episódios de mal-estar que exigiram atendimento médico. Em ocasiões anteriores, ele teve sintomas como tontura, queda de pressão e vômitos. Uma junta médica da Polícia Federal avaliou recentemente que, embora precise de acompanhamento, o ex-presidente possui condições de permanecer na unidade prisional.