O custo da cesta básica avançou em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal ao longo do mês de março, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento. O movimento reflete a elevação de preços de itens essenciais e reforça a pressão sobre o orçamento das famílias.
Entre as capitais analisadas, Manaus apresentou a maior variação mensal, com aumento superior a 7%. Na sequência aparecem Salvador, Recife, Maceió, Belo Horizonte e Aracaju, todas com elevações expressivas no período.
No acumulado do ano, o cenário também é de alta generalizada. As variações registradas nas capitais vão de índices mais moderados a aumentos mais intensos, indicando que a tendência de encarecimento dos alimentos segue disseminada em todo o território nacional.
O principal fator por trás da elevação em março foi o aumento do preço do feijão, item básico na alimentação dos brasileiros. A alta foi observada em todas as regiões, impulsionada por dificuldades na oferta, relacionadas a problemas na colheita. Além do feijão, produtos como tomate, carne bovina de primeira e leite integral também contribuíram para pressionar os custos.
Em termos absolutos, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, seguida por Rio de Janeiro, Cuiabá e Florianópolis. Já nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta difere, os menores valores médios foram identificados em Aracaju, Porto Velho, São Luís e Rio Branco.
Com base no custo mais elevado registrado, o Dieese também calcula uma estimativa do salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família. O valor projetado permanece significativamente acima do mínimo oficial vigente, evidenciando o descompasso entre renda e custo de vida.
O resultado de março reforça o impacto da inflação de alimentos no cotidiano da população e aponta para a continuidade de desafios no acesso a itens essenciais nos próximos meses.