Preço do diesel desacelera após alta expressiva e dá sinais de estabilidade em abril

Após pico no fim de março, valor do combustível recua levemente e indica possível acomodação no mercado

Cenário ainda é incerto, mas preços mostram primeiros sinais de alívio (Foto: ReproduçãoMulher passa ao lado de painel que exibe os preços dos combustíveis no Rio de Janeiro 18/03/2026 (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Depois de semanas de forte pressão, o preço do diesel começou a dar sinais de trégua no início de abril. O combustível, que vinha acumulando alta significativa desde o fim de fevereiro, registrou uma leve queda após atingir seu ponto mais alto no final de março.

Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, aponta que o diesel S-10 chegou a R$ 7,62 por litro na última semana de março. Já na segunda semana de abril, o valor médio recuou para R$ 7,55, indicando uma desaceleração após o avanço acumulado de mais de 20% no período.

O movimento acompanha um cenário internacional ainda instável, que influenciou diretamente os preços dos combustíveis nas últimas semanas. Apesar disso, outros produtos do setor tiveram variações mais moderadas. A gasolina comum registrou aumento inferior, enquanto o etanol apresentou elevação mais discreta no mesmo intervalo.

Os dados também mostram que a estabilização não se limita ao diesel. O etanol hidratado, que alcançou seu pico no fim de março, manteve-se praticamente estável nas semanas seguintes. A gasolina seguiu trajetória semelhante, com pequenas oscilações após atingir o maior patamar no início de abril.

No recorte regional, a alta do diesel foi mais intensa em alguns estados, especialmente no Nordeste e em parte do Centro-Oeste. Já em áreas do Norte, os aumentos foram mais contidos. Ainda assim, os preços variam significativamente entre as regiões, com estados registrando valores acima da média nacional.

Mesmo com a recente acomodação, especialistas avaliam que o cenário ainda inspira cautela. O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá tanto da evolução do mercado internacional quanto de fatores internos. A expectativa é que eventuais oscilações possam continuar impactando outros setores da economia, especialmente aqueles mais dependentes do transporte rodoviário.