A Conmebol estuda a criação de uma nova competição continental que pode mudar o cenário do futebol sul-americano a partir de 2027. O torneio, ainda em fase de քննարկ discussão, teria como principal objetivo ampliar o espaço para clubes de países que hoje têm menor protagonismo nas disputas internacionais.
A iniciativa surge em meio ao domínio recente de equipes brasileiras, especialmente na Copa Libertadores da América, onde os times do Brasil têm ocupado com frequência as fases finais. Diante desse cenário, a proposta prevê um campeonato paralelo à Libertadores e à Copa Sul-Americana, funcionando como uma terceira divisão do calendário continental.
Inspirado em modelos adotados na Europa, o novo torneio teria formato com 32 clubes distribuídos em grupos, seguido por fases eliminatórias. A competição começaria no início da temporada, entre fevereiro e março, e se estenderia ao longo do ano.
Um dos pontos mais debatidos é a possibilidade de exclusão de clubes brasileiros na fase inicial. A medida abriria vagas para equipes de países como Uruguai, Chile, Colômbia e Peru, que historicamente têm menor presença nas competições principais. A ideia é equilibrar o nível de disputa e permitir que mais clubes tenham chances reais de avançar em torneios continentais.
Além do aspecto esportivo, a Conmebol também avalia o impacto financeiro da nova competição. A expectativa é oferecer premiações atrativas, especialmente para clubes de menor orçamento, criando oportunidades de investimento em infraestrutura, categorias de base e fortalecimento de elencos.
Outro modelo em análise envolve a centralização dos jogos em sedes específicas. Cidades argentinas como Buenos Aires, Córdoba, Rosário e Mendoza aparecem como possíveis anfitriãs. Também existe a possibilidade de uma organização conjunta entre países do Cone Sul, aproveitando estruturas planejadas para eventos internacionais futuros.
A proposta ainda não foi oficializada, mas já movimenta debates entre dirigentes e especialistas sobre o futuro das competições sul-americanas. Caso avance, a nova copa poderá representar uma reconfiguração no acesso e na competitividade do futebol no continente.