O advogado e ex-deputado federal Odair Cunha tomou posse nesta quarta-feira (20) como novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. A chegada do político mineiro à Corte ocorre após um acordo costurado durante as negociações para a eleição da nova presidência da Câmara dos Deputados.
A vaga foi aberta em fevereiro deste ano, após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Durante as articulações políticas que consolidaram o apoio à eleição de Hugo Motta para o comando da Câmara, ficou definido que o espaço no tribunal seria destinado ao PT, que escolheu Odair Cunha para a indicação.
A cerimônia de posse reuniu autoridades dos Três Poderes, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Em seu primeiro discurso como integrante do TCU, Odair destacou compromissos ligados à proteção do patrimônio público, à ampliação da transparência e ao fortalecimento da relação entre o tribunal e a sociedade.
Segundo ele, a atuação da Corte deve estar conectada ao cidadão comum e baseada no respeito permanente à Constituição. O novo ministro também afirmou que pretende contribuir para tornar os processos de fiscalização mais acessíveis e compreensíveis à população.
Natural de Piedade, no interior de São Paulo, Odair Cunha construiu sua trajetória política em Minas Gerais, estado pelo qual exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal. Ao longo de quase 24 anos no Congresso Nacional, participou da elaboração de propostas nas áreas administrativa, econômica e social.
Entre os projetos que tiveram destaque em sua atuação parlamentar está a reformulação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, criado para apoiar empresas afetadas pela pandemia de Covid-19.
O Tribunal de Contas da União é responsável por fiscalizar a aplicação de recursos federais e analisar as contas da Presidência da República. A Corte é formada por nove ministros titulares, sendo seis escolhidos pelo Congresso Nacional e três indicados pelo presidente da República.
Os integrantes do TCU exercem mandato vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos. A Constituição exige que os ministros tenham experiência e conhecimento em áreas como Direito, administração pública, economia ou finanças, além de reputação ilibada.