A Força Aérea Brasileira chegou à Venezuela com a primeira etapa da missão humanitária enviada pelo Brasil após os terremotos registrados no país na última semana. A aeronave KC-390 Millennium pousou na Base Militar El Libertador, em Maracay, levando equipes de resgate, médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.
A operação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, e reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de integrantes da Agência Nacional de Telecomunicações.
Busca por sobreviventes
A prioridade da missão, neste primeiro momento, é apoiar os trabalhos de busca e resgate. As equipes brasileiras atuam em meio a uma corrida contra o tempo, já que vítimas podem permanecer vivas em bolsões de ar formados nos escombros.
A previsão inicial é que o grupo permaneça 15 dias na Venezuela. No entanto, o prazo pode ser prorrogado por mais 15 dias, de acordo com as necessidades locais e o andamento das operações.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira, 24 de junho, em um intervalo de menos de um minuto. Desde então, diferentes países e organismos internacionais passaram a enviar equipes e suprimentos para reforçar o atendimento às vítimas.
Novos voos com medicamentos e hospital de campanha
Neste sábado, 27 de junho, o governo brasileiro também confirmou o envio de um terceiro voo humanitário à Venezuela. A aeronave deve levar kits de medicamentos e um módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha.
Segundo o governo, os kits incluem antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras. Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com 111,8 mil medicamentos e insumos.
A estimativa é que o material seja suficiente para atender cerca de 1.500 pessoas durante um mês. As doações, de acordo com o governo brasileiro, não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde.
Mobilização brasileira
Além da atuação oficial, a sociedade civil também começou a se organizar. Em Roraima, brasileiros e venezuelanos que vivem no estado estão recolhendo doações para apoiar as famílias atingidas pela tragédia.
O ministro da Defesa, José Múcio, deve viajar à Venezuela na próxima semana para acompanhar a coordenação da ajuda humanitária brasileira. A mobilização integra o esforço internacional de apoio ao país vizinho, que enfrenta uma das situações mais críticas de sua história recente.
Fonte: Globo