Polícia Federal solicita novo prazo em investigação sobre fraudes no INSS

Investigação reúne ex-dirigentes do INSS, empresários, sindicalistas e outros alvos suspeitos de integrar o esquema

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A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para concluir o inquérito da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No pedido encaminhado ao Supremo, a corporação informou que ainda trabalha na análise de uma grande quantidade de materiais recolhidos durante as diligências realizadas ao longo da investigação. Entre os itens estão celulares, discos rígidos, computadores e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com investigados.

A solicitação ocorre após o ministro André Mendonça determinar que a Polícia Federal acelerasse a conclusão das perícias, estabelecendo prazo de até 60 dias para finalizar a avaliação dos equipamentos relacionados aos presos da operação e demais alvos das medidas judiciais.

A cobrança foi motivada pela demora no andamento das investigações e pelo acúmulo de pedidos apresentados pelas defesas dos investigados que questionam a duração das prisões preventivas. Parte desses requerimentos ainda aguarda análise no Supremo.

Em manifestação anterior, apresentada no início de junho, a Polícia Federal informou que conseguiria concluir em cerca de 30 dias a análise do material apreendido com os investigados presos preventivamente. Já os equipamentos vinculados aos demais envolvidos exigiriam um período maior de trabalho, com estimativa de até seis meses para conclusão.

A nova etapa das apurações também inclui a análise de informações obtidas por meio da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados autorizada pelo Supremo. Entre as medidas está a coleta de dados envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Além dele, o inquérito reúne ex-dirigentes do INSS, empresários, representantes de sindicatos e associações, agentes públicos e outros investigados suspeitos de participação no esquema.

Até o momento, o ministro André Mendonça ainda não decidiu sobre o pedido de prorrogação. A expectativa é que o Supremo estabeleça um novo prazo para que a Polícia Federal conclua as diligências e apresente o relatório final da investigação.