Dasa, do acionista Pedro de Godoy Bueno, só vai avaliar novas possíveis rolagens de dívida a partir de 2027

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Dasa, dona dos laboratórios Lavoisier, Delboni e Pasteur, não pretende renegociar dívidas relevantes até 2027. A companhia antecipou em julho a rolagem de R$ 700 milhões que só venceriam no segundo trimestre de 2027, pagando juros mais altos em troca de prazo mais longo.

A operação encareceu a dívida. A taxa passou de CDI mais 1,60 ponto percentual para CDI mais 2,75 pontos percentuais, e o vencimento foi empurrado do começo de 2027 para meados de 2028.

As ações da Dasa acumulavam perdas da ordem de 42% em 2026 até a terça-feira (25).

O balanço do segundo trimestre explica por que 2028 aparece como marco. A Dasa encerrou junho com R$ 959 milhões em caixa e aplicações. Vencem R$ 423 milhões ainda em 2026 e R$ 360 milhões em 2027, montantes cobertos com folga pela posição de liquidez atual.

A partir daí, a curva muda de patamar. Em 2028 vencem R$ 1,34 bilhão, em 2029 outros R$ 1,65 bilhão, e de 2030 em diante R$ 2,66 bilhões. É para 2028 que a companhia empurrou os R$ 700 milhões renegociados.

O quadro geral de endividamento vem melhorando desde 2024. A dívida líquida financeira, somada a aquisições a pagar e antecipação de recebíveis, caiu de R$ 10,07 bilhões no segundo trimestre de 2024 para R$ 5,62 bilhões no mesmo período deste ano, resultado de um ciclo de venda de ativos que incluiu o Hospital São Domingos, a Mantris Saúde Corporativa e a operação de diagnósticos na Argentina.

Fonte: Bloomberg