O conselho fiscal da Volkswagen aprovou uma reestruturação abrangente que prevê o corte de mais 50 mil empregos, um número bem menor de modelos e uma presença industrial reduzida, concedendo ao diretor executivo Oliver Blume o mandato mais claro até o momento para reformular a maior montadora da Europa.
As medidas aprovadas nesta quinta-feira, em uma reunião em Wolfsburg, duplicam as reduções de pessoal nas marcas do Grupo Volkswagen desde o final de 2024, ao mesmo tempo em que abrem caminho para que a empresa reduza sua linha de veículos em até metade até 2035.
Os novos cortes de pessoal, dos quais cerca de metade afetará as operações na Alemanha, representam aproximadamente 8% da força de trabalho global da VW no final do ano passado.
A administração está promovendo as reduções em resposta à queda nas vendas na China, aos altos custos na Alemanha e às fábricas subutilizadas.
A VW também está restringindo os investimentos, planejando 135 bilhões de euros (US$ 157 bilhões) em despesas de capital e gastos com pesquisa e desenvolvimento entre 2027 e 2031, cerca de 16% a menos do que a rodada de investimentos acordada no ano passado.
As reduções nos gastos ocorrem no momento em que concorrentes chineses, liderados pela BYD Co., se expandem na Europa, aumentando a pressão para cortar custos e direcionar os investimentos para seus negócios mais sólidos.
As ações subiram até 9,7% em Frankfurt, a maior alta intradiária desde março de 2023, antes de recuarem cerca de um terço do ganho. Elas haviam caído mais de um quinto ao longo do último ano até o fechamento desta quinta-feira.
Fonte: Bloomberg