A Afya e a Yduqs assinaram no fim da noite de quarta-feira o acordo de fusão, que vinha sendo especulado há meses no setor. A operação combina a maior plataforma de ensino médico do Brasil, em número de vagas, com um dos maiores grupos de ensino superior do país, dono de marcas como Estácio e Ibmec.
As companhias estimam até R$ 2 bilhões em sinergias. Pelos termos do acordo, a Afya será incorporada pela Yduqs, deixando a negociação na Nasdaq para ficar apenas na B3. Mas são os acionistas da Afya os majoritários do novo grupo.
A relação de troca foi fixada em 6,4 novas ações da Yduqs para cada ação da Afya, com base na posição financeira das duas empresas em 30 de junho. Os acionistas da Afya ficarão com 69% do capital da companhia combinada e os atuais acionistas da Yduqs ficarão com 31%.
Assim, o atual controlador da Afya, o grupo alemão Bertelsmann, passa a ser o maior acionista no consolidado, com 47,4% da nova companhia. Na Yduqs, os principais acionistas atualmente são Advent e o empresário Chaim Zaher. O grupo, incluindo Nicolau Esteves, fundador da Afya, já se comprometeu a votar a favor da operação e também se comprometeu a um lock-up de 180 dias.
O acordo adota o mecanismo de locked box, travando os os termos econômicos na posição financeira do fim do semestre. A partir da data, a Yduqs pode pagar aos acionistas distribuições no maior valor entre o fluxo de caixa líquido ajustado gerado no período ou o montante fixo de R$ 750 milhões, desde que a dívida líquida não exceda esse mesmo patamar.
A previsão é que a operação seja concluída até 31 de março de 2028. O conselho de administração da companhia combinada terá até 13 membros, sendo que a Bertelsmann vai indicar a maioria.
Fonte: Globo