Gilmar Mendes pede identificação de ministros citados no caso Banco Master

Ministro do STF defende suspensão do julgamento envolvendo Alexandre de Moraes até que sejam informados os magistrados mencionados nas investigações

Foto: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (28) a identificação de todos os ministros da Corte e demais magistrados mencionados nas investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido faz parte de uma questão de ordem apresentada no processo em que o Supremo discute o tratamento de uma investigação relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Para Mendes, o julgamento deve permanecer suspenso até que a Corte saiba quais magistrados aparecem nas conversas extraídas do celular de Vorcaro.

“Apuração parcial é apuração viciada, porque o recorte do objeto já constitui, ele próprio, um juízo prévio sobre o que merece e o que não merece ser esclarecido”, afirmou o ministro.

Segundo Mendes, a identificação também é necessária para determinar quais integrantes do STF podem participar dos julgamentos relacionados ao caso. “Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”, declarou.

Julgamento está suspenso

No dia 15 de setembro, o ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu a análise do processo. Na ocasião, o STF discutia uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para reunir duas petições ligadas ao caso Master e estabelecer procedimentos para identificar magistrados citados nas apurações.

Antes da suspensão, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam a proposta de Mendes. Já Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia se posicionaram contra a questão de ordem. Nunes Marques declarou impedimento, enquanto Dias Toffoli afirmou suspeição. O mérito das petições não chegou a ser analisado.

Com o pedido de vista, a discussão permanece suspensa enquanto Dino analisa o processo. Segundo a Agência Brasil, o prazo para devolução dos autos ao julgamento é de 90 dias.

Fonte: Agencia Brasil