O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que a Groenlândia acabará sob controle americano, independentemente da forma como isso ocorra. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas no avião presidencial, no retorno da Flórida para Washington, e reforça uma posição que o líder tem reiterado ao longo de seu mandato.
Trump disse que prefere uma solução negociada, mas deixou claro que considera a incorporação do território inevitável. Na avaliação do presidente, permitir que a Groenlândia permaneça fora da influência direta dos Estados Unidos abriria espaço para a atuação de potências rivais, como Rússia e China, cenário que ele afirma não aceitar.
O presidente voltou a questionar a capacidade da Dinamarca de garantir a defesa da ilha e ironizou a estrutura de segurança local ao minimizar sua eficácia. Para Trump, o território tem importância central na estratégia militar americana e sua proteção não estaria sendo tratada como prioridade pelos atuais administradores.
A Casa Branca confirmou que o governo discute internamente alternativas para ampliar a presença americana na região, incluindo a possibilidade de uma negociação direta para aquisição do território, apesar da posição firme da Dinamarca de que a Groenlândia não está à venda.
As declarações ocorrem em um contexto de crescente atenção internacional ao Ártico, região que vem sendo progressivamente militarizada por diferentes países. A localização da Groenlândia é considerada estratégica por estar na rota mais curta entre a Europa e a América do Norte, além de integrar sistemas de alerta e monitoramento militar.
Autoridades europeias reagiram negativamente às falas do presidente americano, classificando a postura como uma ameaça à soberania e à estabilidade regional. O tom adotado por Trump também gerou apreensão entre aliados, que veem risco de escalada diplomática dentro da aliança atlântica.
Além da relevância militar, a Groenlândia desperta interesse por suas reservas de minerais, petróleo e gás natural, ainda pouco exploradas. Apesar do potencial econômico, o desenvolvimento desses recursos avança lentamente, com investimentos externos limitados e desafios ambientais significativos.
A insistência de Trump em tratar o território como ativo estratégico reforça o papel central do Ártico nas disputas globais contemporâneas e amplia o debate sobre soberania, segurança e influência geopolítica em uma das regiões mais sensíveis do planeta.