Brasil registra crescimento de 2,3% em 2025 e ocupa 6º lugar entre economias do G20

Economia brasileira alcança R$ 12,7 trilhões e mantém trajetória de expansão, impulsionada principalmente pela agropecuária

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil registrou crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, resultado que colocou o país na sexta posição no ranking de expansão econômica entre as nações do G20. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com o desempenho, a economia brasileira alcançou R$ 12,7 trilhões, consolidando o quinto ano consecutivo de crescimento. O PIB reúne o conjunto de bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores para avaliar o comportamento da economia.

Brasil fica à frente dos Estados Unidos no ranking

Após a divulgação dos números, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda publicou um levantamento com os dados das economias do G20 que já apresentaram seus resultados consolidados de 2025.

No ranking, o Brasil aparece à frente dos Estados Unidos, maior economia do mundo. A lista é liderada pela Índia, que registrou crescimento de 7,5%, seguida por Indonésia (5,1%) e China (5%).

Confira o ranking das economias que já divulgaram resultados:

  1. Índia — 7,5%
  2. Indonésia — 5,1%
  3. China — 5%
  4. Arábia Saudita — 4,5%
  5. Turquia — 3,6%
  6. Brasil — 2,3%
  7. Estados Unidos — 2,2%
  8. Canadá — 1,7%
  9. União Europeia — 1,6%
  10. Reino Unido — 1,4%
  11. Japão — 1,1%
  12. Coreia do Sul — 1%
  13. França — 0,9%
  14. Itália — 0,7%
  15. México — 0,6%
  16. Alemanha — 0,4%

Crescimento perde ritmo em relação a 2024

Apesar do avanço, o resultado indica desaceleração em comparação a 2024, quando a economia havia crescido 3,4%. Segundo análise da Secretaria de Política Econômica, o desempenho mais moderado está ligado ao impacto da política de juros elevados adotada pelo Banco Central do Brasil para conter a inflação.

Desde setembro de 2024, o Comitê de Política Monetária elevou gradualmente a taxa Selic, que chegou a 15% ao ano em junho de 2025, maior patamar desde 2006. Juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, o que tende a desacelerar a atividade econômica.

Ainda assim, o ano terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE, indicando resiliência do mercado de trabalho mesmo em um ambiente monetário mais restritivo.

Perspectivas para 2026

A expectativa do Ministério da Fazenda é que o crescimento se mantenha em 2,3% em 2026. A projeção considera uma possível redução da taxa básica de juros e maior dinamismo dos setores de indústria e serviços, que podem compensar uma desaceleração da agropecuária.

De acordo com a análise da Secretaria de Política Econômica, medidas como a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e a ampliação do crédito consignado para trabalhadores do setor privado também devem contribuir para estimular a atividade econômica no próximo ano.

 

Fonte: Agencia Brasil