O Brasil registrou crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, resultado que colocou o país na sexta posição no ranking de expansão econômica entre as nações do G20. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Com o desempenho, a economia brasileira alcançou R$ 12,7 trilhões, consolidando o quinto ano consecutivo de crescimento. O PIB reúne o conjunto de bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores para avaliar o comportamento da economia.
Brasil fica à frente dos Estados Unidos no ranking
Após a divulgação dos números, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda publicou um levantamento com os dados das economias do G20 que já apresentaram seus resultados consolidados de 2025.
No ranking, o Brasil aparece à frente dos Estados Unidos, maior economia do mundo. A lista é liderada pela Índia, que registrou crescimento de 7,5%, seguida por Indonésia (5,1%) e China (5%).
Confira o ranking das economias que já divulgaram resultados:
- Índia — 7,5%
- Indonésia — 5,1%
- China — 5%
- Arábia Saudita — 4,5%
- Turquia — 3,6%
- Brasil — 2,3%
- Estados Unidos — 2,2%
- Canadá — 1,7%
- União Europeia — 1,6%
- Reino Unido — 1,4%
- Japão — 1,1%
- Coreia do Sul — 1%
- França — 0,9%
- Itália — 0,7%
- México — 0,6%
- Alemanha — 0,4%
Crescimento perde ritmo em relação a 2024
Apesar do avanço, o resultado indica desaceleração em comparação a 2024, quando a economia havia crescido 3,4%. Segundo análise da Secretaria de Política Econômica, o desempenho mais moderado está ligado ao impacto da política de juros elevados adotada pelo Banco Central do Brasil para conter a inflação.
Desde setembro de 2024, o Comitê de Política Monetária elevou gradualmente a taxa Selic, que chegou a 15% ao ano em junho de 2025, maior patamar desde 2006. Juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, o que tende a desacelerar a atividade econômica.
Ainda assim, o ano terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE, indicando resiliência do mercado de trabalho mesmo em um ambiente monetário mais restritivo.
Perspectivas para 2026
A expectativa do Ministério da Fazenda é que o crescimento se mantenha em 2,3% em 2026. A projeção considera uma possível redução da taxa básica de juros e maior dinamismo dos setores de indústria e serviços, que podem compensar uma desaceleração da agropecuária.
De acordo com a análise da Secretaria de Política Econômica, medidas como a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e a ampliação do crédito consignado para trabalhadores do setor privado também devem contribuir para estimular a atividade econômica no próximo ano.
Fonte: Agencia Brasil