O custo da cesta básica na cidade de São Paulo voltou a subir em março e atingiu o maior valor desde meados de 2025. De acordo com levantamento da Fundação Procon-SP em parceria com o DIEESE, o conjunto de produtos essenciais passou a custar, em média, R$ 1.310,60 no mês, o que representa avanço de 2,31% em relação a fevereiro.
O principal fator por trás da alta foi o grupo de alimentação, responsável pela maior parte do orçamento das famílias. Os preços desse segmento tiveram crescimento mais acentuado, refletindo oscilações na oferta de alguns produtos e dificuldades enfrentadas no campo.
Entre os itens que mais pesaram no bolso do consumidor estão a cebola e o feijão carioquinha, que registraram aumentos expressivos no período. No caso da cebola, a elevação está relacionada ao fim de safras importantes no Sul do país, além da menor disponibilidade em outras regiões. Já o feijão teve o preço impactado por limitações na colheita e oferta mais restrita no mercado.
Apesar da pressão recente, o acumulado do ano ainda apresenta variação moderada, enquanto o balanço dos últimos 12 meses aponta queda no custo total da cesta. Produtos como arroz, alho e ovos, por exemplo, registraram reduções significativas nesse intervalo, ajudando a conter uma alta ainda maior.
Mesmo assim, o avanço mensal reacende o alerta sobre o custo de vida, especialmente para famílias de renda mais baixa, que destinam parcela maior do orçamento à compra de alimentos. A tendência dos próximos meses dependerá, em grande parte, das condições de produção agrícola e da estabilidade na distribuição dos produtos.