Uso do FGTS para quitar dívidas é descartado e governo reformula estratégia

Equipe econômica avalia entraves legais e aposta em ampliação de programa para renegociação de dívidas

Reformulação do Desenrola surge como principal aposta para aliviar dívidas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Após semanas de análise, o governo federal decidiu abandonar a ideia de permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para o pagamento de dívidas de consumidores. A medida enfrentou obstáculos jurídicos e acabou sendo deixada de lado, enquanto a equipe econômica direciona esforços para uma nova fase do Desenrola.

A decisão ainda passa por ajustes internos, mas deve ser consolidada nos próximos dias, em meio a reuniões entre integrantes do governo e representantes do setor financeiro. A avaliação predominante é de que o uso dos recursos do FGTS, originalmente voltados à proteção do trabalhador, poderia gerar questionamentos legais e dificuldades operacionais.

Com o recuo, o foco passa a ser a reformulação do Desenrola, iniciativa criada para facilitar a renegociação de débitos e ampliar o acesso ao crédito. A expectativa é que a nova etapa do programa traga mecanismos mais amplos para atender famílias afetadas pelo alto nível de endividamento e pelos juros elevados.

Levantamentos recentes indicam que a inadimplência segue elevada no país, atingindo uma parcela significativa da população. Diante desse cenário, o governo considera prioritário implementar alternativas que aliviem o orçamento doméstico e incentivem a regularização financeira.

A estratégia também ocorre em um momento de atenção à economia e ao impacto das condições financeiras no dia a dia dos brasileiros. Integrantes da equipe econômica defendem que medidas voltadas à renegociação de dívidas podem contribuir para estimular o consumo e melhorar indicadores econômicos.

Nos bastidores, a nova fase do programa é tratada como uma das principais apostas do governo para os próximos meses. A intenção é ampliar o alcance da política e oferecer condições mais atrativas para que consumidores consigam reorganizar suas finanças.