A União Europeia afirmou nesta terça-feira (1º) que mantém confiança nos esforços do Brasil para adequar seus procedimentos sanitários às exigências do bloco, com o objetivo de viabilizar a retomada das exportações de carne e outros produtos de origem animal. A declaração partiu da Comissão Europeia, logo após a confirmação de que a suspensão das importações brasileiras seguirá em vigor.
A medida passa a valer a partir de quinta-feira (3) e atinge carne bovina, carne de aves, ovos e mel. Segundo a Comissão Europeia, a decisão está relacionada ao cumprimento das normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos na produção animal.
Segundo a principal porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, o bloco confia integralmente no compromisso brasileiro de resolver a questão o quanto antes, de forma a permitir a retomada das importações assim que possível, conforme divulgado pela agência italiana de notícias ANSA.
De acordo com a mesma fonte, uma auditoria técnica já está em curso em produtores brasileiros de carne de aves e mel, com conclusão prevista para até o fim desta semana. A porta-voz Eva Hrncirova, no entanto, esclareceu que os resultados da avaliação não devem ser divulgados de forma imediata, já que a equipe responsável ainda precisará finalizar a análise técnica e consolidar as conclusões do processo.
A suspensão das importações ocorre após o Brasil ter sido retirado da lista de países reconhecidos pela União Europeia como cumpridores das exigências relacionadas ao uso de determinados antimicrobianos na produção pecuária. As regras europeias vedam o uso de antibióticos como promotores de crescimento e impõem restrições rígidas à utilização de substâncias antimicrobianas consideradas relevantes para o tratamento de infecções em humanos.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil poderá retomar as exportações assim que comprovar, de forma satisfatória, o cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco europeu.
A União Europeia figura entre os principais mercados compradores de produtos agropecuários brasileiros. Em 2025, o bloco importou cerca de US$ 1 bilhão em carne bovina proveniente do Brasil, de acordo com levantamentos que analisam o comércio entre as duas regiões.