Dólar volta a fechar abaixo de R$ 5 antes do segundo turno

Moeda caiu 0,92% nesta sexta e acumulou recuo de 1,58% na semana; Ibovespa avançou 0,47% no pregão

Dólar rompe barreira dos R$ 6 enquanto Ibovespa sente pressão negativa
Foto: Freepik

O dólar encerrou a última sessão antes do segundo turno das eleições presidenciais abaixo de R$ 5, enquanto investidores ajustavam posições diante da votação de domingo e acompanhavam a forte valorização do petróleo no mercado internacional.

Nesta sexta-feira (23), a moeda americana fechou a R$ 4,9931, com queda de 0,92%. No acumulado da semana, o recuo chegou a 1,58%. Foi o menor fechamento desde 9 de outubro.

O movimento ocorreu mesmo com o dólar ganhando força no exterior. Por volta do fim da sessão brasileira, o índice DXY, que compara a moeda dos Estados Unidos com uma cesta de outras divisas, operava em alta próxima de 0,2%.

Bolsa sobe no dia, mas fecha semana no negativo

Na B3, o Ibovespa avançou 0,47%, aos 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado chegou a R$ 30,7 bilhões. Apesar da alta desta sexta, o índice acumulou queda de 0,17% na semana.

O pregão refletiu uma combinação de fatores domésticos e externos. No Brasil, os investidores acompanharam a reta final da eleição presidencial e a divulgação do IPCA-15 de outubro, que mostrou desaceleração da prévia da inflação.

Ao mesmo tempo, ações ligadas a commodities receberam apoio da valorização do petróleo e do minério de ferro.

Petróleo amplia pressão no cenário internacional

No exterior, o petróleo voltou ao centro das atenções com o aumento das tensões no Oriente Médio.

O barril do Brent para dezembro subiu 3,13%, para US$ 116,72, enquanto o WTI avançou 3,82%, para US$ 103,27, segundo os dados citados pela Agência Brasil. O Brent atingiu o maior nível desde abril.

A escalada da commodity aumenta a preocupação dos mercados porque preços mais elevados de energia podem alimentar novas pressões inflacionárias e influenciar as decisões de política monetária das principais economias.

Mercado entra no fim de semana eleitoral

O comportamento dos ativos brasileiros também refletiu a redução de posições de risco e novas alocações antes da definição presidencial.

Ao longo da semana, a incerteza eleitoral ajudou a manter a volatilidade no câmbio e na bolsa. Nesta sexta, porém, o real conseguiu se valorizar mesmo diante de um ambiente externo menos favorável.

Com o fechamento abaixo de R$ 5 e o Ibovespa acima dos 205 mil pontos, o mercado encerra a semana à espera do resultado das urnas e de seus possíveis efeitos sobre as expectativas fiscais, econômicas e monetárias para os próximos meses.

Fonte: Agência Brasil, com dados de mercado.