O iFood Benefícios anunciou na última terça-feira (20) a compra da Caju, uma das startups que mais cresceram no mercado de vale-refeição e vale-alimentação no Brasil. O valor não foi revelado oficialmente, mas o mercado estima que a negociação tenha ficado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão. Com a aquisição, o iFood Benefícios, braço de benefícios corporativos do iFood Benefícios, deve dobrar de tamanho.
Para entender o que o iFood Benefícios está levando, vale voltar a 2020, quando a Caju foi fundada. A proposta da startup era criar um único cartão, com bandeira Visa, que reunisse diferentes benefícios (refeição, alimentação, saúde, educação) em carteiras que o próprio trabalhador pudesse acompanhar pelo celular.
Eu sei que agora, quase sete anos depois, isso parece meio óbvio. Mas ressalto que, naquele momento, o setor atuava na contra-mão dessa proposta. A maioria das empresas de benefícios limitava o uso do crédito apenas às próprias maquininhas – e, por consequência, em seus estabelecimentos credenciados. Ou seja, antes de sair pra comer, o trabalhador precisava saber onde o cartão era aceito.
Com a bandeira Visa e o controle pelo aplicativo, o benefício ficou mais parecido com dinheiro: mais lugares para usar, mais clareza sobre o saldo, mais liberdade para decidir como gastá-lo.