O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (5) que, caso seja eleito, pretende negociar com partidos do Centrão para viabilizar a aprovação de sua proposta de ajuste fiscal no Congresso Nacional. Durante entrevista ao g1 e à GloboNews, ele reconheceu que poderá dividir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) fiscal em etapas para ampliar as chances de aprovação.
Apesar de defender o diálogo com parlamentares, Renan voltou a fazer críticas ao Centrão, grupo que classificou como “parasita”. Segundo o candidato, a negociação política será conduzida dentro dos princípios que considera republicanos, sem abrir espaço para acordos que, em sua avaliação, contrariem o interesse público.
Entre as medidas previstas na PEC fiscal estão a desvinculação de receitas destinadas a determinadas áreas e a desindexação de benefícios atualmente atrelados ao salário mínimo. Renan argumentou que o crescimento das despesas obrigatórias pressiona as contas públicas e limita a capacidade de investimento do Estado.
O presidenciável afirmou que a aprovação integral da proposta seria o cenário ideal, mas admitiu que poderá encaminhar apenas parte das mudanças caso enfrente resistência no Legislativo. Para ele, a estratégia permitiria avançar na agenda fiscal sem comprometer a tramitação do projeto.
Segundo Renan Santos, a economia obtida com a redução de gastos obrigatórios poderia ser direcionada para novos investimentos, incluindo a ampliação da estrutura do sistema prisional, tema que classificou como prioridade em sua política de segurança pública.
A entrevista marcou a participação do candidato na série de sabatinas promovida pelo g1 e pela GloboNews com os presidenciáveis das eleições de 2026. Durante a conversa, Renan também respondeu a perguntas sobre segurança pública, combate ao crime organizado, relação entre os Poderes, políticas para o enfrentamento do feminicídio e propostas para a urbanização de áreas de favela.